Bases para Downhill
No longboard downhill há algumas bases que diminuem o atrito
com o ar proporcionando maior aceleração e velocidade. No inglês, isso se chama
“tuck” é um termo que no pé da letra significa “dobrar, aproximar”, dentro do
esporte, isso tem a ver com uma posição que
aproxima os joelhos do peito, diminuindo a área de contato do corpo,
aumentando a fluidez. No entanto vale frisar, a diferença é somada ao uso de
macacões e capacetes aerodinâmicos. Essas bases também fornecem estabilidade
para o rider. Não há regras, cada um escolhe o que lhe for mais confortável.
Básica:
Suba na prancha, tente deixar o pé da frente o menos virado
possível ou seja, com os dedos apontando para frente. Fique confortável e de um
jeito que você consiga controlar o seu long. Agora posicione o pé que vai
atrás, na direção do joelho da frente de modo que fiquem alinhados – Isso
melhora a distribuição de peso e cansa menos. Jogue o peso na frente do long,
isso o deixa mais estável (fica uma dica de apertar o truck de trás mais que o
da frente pra compensar). Abaixe o peito e deixe-o o mais próximo possível do
joelho da frente. Coloque os braços pra traz, abaixe a cabeça pra não forçar o
pescoço e olhe com os olhos. Fique relaxado pra evitar chimbadas (Speed
Woobles)
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| Base Americana |
Base Americana:
Basicamente a base americana é deixar o joelho de trás
encaixado com o joelho da frente. Os joelhos ficam um pouco curvados e as costas retas, paralelas ao asfalto. Os
braços são postos pra atrás, apoiados sobre a bunda.
A base americana é uma alternativa à base Brasileira, que é
boa pra corridas mais longa por exigir menos do corpo e ganha bastante energia.
Muitas pessoas usam essa base, talvez pela sua mistura de estabilidade, conforto
e praticidade pra fazer curvas.
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| Base Européia |
Base Européia:
Parecida, muito parecida com a americana, o que a diferencia
é a distância do rider até a prancha. O joelho de trás fica na direção do
tornozelo, apoiado de modo que a canela fique horizontal em relação ao chão.
Deita-se sobre a perna da frente. O peso é centrado entre as duas pernas. Essa
posição faz com que as costas não fiquem paralelas ao chão. Os braços ficam
iguais à base americana, pra trás.
Considerado a base mais veloz, contudo é difícil agüentar o
tranco por corridas muito longas, cansa bastante.
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| Base Brasileira |
Base Brasileira:
A base brasileira leva a base européia um passo a frente por
descansar o joelho de trás na prancha. Nessa base há quem coloque as mãos pra
frente para aumentar a aerodinâmica.
Essa base é ótima para corridas longas onde você precisa de
bastante energia ou para descidas muito rápidas onde você precise de mais
estabilidade. É rápida e eficiente com a “quebra” do ar, mas não é muito ágil,
em corridas mais técnicas e com curvas será complicado. Nota que em alguns
campeonatos, não permitem descansar o joelho sobre o Long.
Mas como disse,não há regra pra sua base, apresentamos
alguns tipos aqui e algumas dicas. Experimente, modifique e veja como você mais
gosta. Mas lembre-se: Numa corrida é importante manter por mais tempo possível
a base, então ela deve ser confortável. Ficar mudando base e saindo dela ao
longo da corrida faz você perder velocidade.
Se exercite, não pode esperar que seu corpo agüente mais que
10 segundos se você não está acostumado e treinado.
Abaixe a cabeça, não cansa o pescoço e ajuda na dinâmica,
mas fique de olho na pista! Não adianta nada ter uma super-base se você não
enxerga obstáculos, pessoas ou pedras. Se manter inteiro e não matar ninguém é
essencial.
Quanto mais limpo melhor. O propósito da base é diminuir a
resistência do ar, evite ficar com braços ou posições que funcionem como
“paraquedas”.









